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25 de janeiro de 2022


Estímulo olfativo e marketing sensorial: o que é?


Estímulo olfativo e marketing sensorial: o que é?

Quem nunca ficou em um lugar apenas pelo cheiro? Ou alguém passou por você e sentiu de longe o perfume? Pois é, imagina utilizar o marketing sensorial como estratégia para seu comércio. Mesmo não sendo muito comum no Brasil, muitas lojas já apostam no estímulo olfativo como fator de “atrair” o consumidor.

 

Quais são as finalidades do estímulo olfativo?

Para os estrategistas em marketing Chebat e Michon (2003) “Se cheiros ambientes são incluídos nos principais instrumentos do marketing de varejo, é relevante que pesquisadores e gestores busquem compreender seus impactos nos consumidores.”

No ramo do Neuro Marketing Sensorial, há o marketing olfativo, que brinca com as fragrâncias/cheiros com objetivo definido: vender, atrair, apresentar. Porém, construir o “branding” da marca por meio do cheiro ainda é algo pouco explorado no Brasil. Por isso, é válido apostar no marketing olfativo e proporcionar ao cliente uma experiência sensorial que vai além da intenção de compra, apostando em estímulos olfativos.

Um exemplo clássico de fragrância desenvolvido para atrair é a Ford que criou o típico cheiro de “carro novo” para colocar em seus automóveis, e que quando entramos em carros recém-saídos da montadora, remetemos diretamente a essa memória.

Mas, esse é apenas um exemplo! Estimular a memória sensorial das pessoas cria um laço de afeto, incentivando o cliente a comprar e satisfazendo-o com essa necessidade.

Ainda mais, todo esse bombardeio de informações permanece no inconsciente do cliente mesmo quando ele sai da loja.

 

Estímulos olfativos e as experiências sensoriais

Nas lojas físicas, o marketing sensorial é explorado de diversas formas: tato, visão, olfato, paladar e audição. Então, quando falamos sobre estímulos olfativos, estamos nos referindo sobre o sistema límbico e como ele molda as percepções do olfato, e até acarreta numa mudança do paladar! O empresário Kotler (1973, p. 50) refere-se ao termo atmosfera, como “os esforços para criar ambientes de compra que produzam no consumidor efeitos emocionais específicos e que estes aumentem a probabilidade de que ele realize a compra”.

No mundo on-line, muitos ecommerces apostam na fragrância das embalagens, assim, ao abrir a encomenda, a experiência olfativa é estimulada, sendo mais agradável e mais prazeroso essa experiência de compra.

Já em lojas físicas, quando criamos uma atmosfera agradável e atrativa aos consumidores, eles permanecem mais no ambiente e são incentivados a terem diversas emoções segundo a intenção da loja, como:

  • Nostalgia: cheiros que lembram a sua infância ou alguma memória antiga, por exemplo: o cheiro de recém-nascido que lembramos ao comprarmos produtos da Johnson & Johnson;
  • Aromaterapia: os aromas de óleos essenciais já estão no mercado e funcionam como estabilizadores de emoções, possuem efeitos calmantes e relaxantes, atuando nas emoções físicas e psíquicas, é o caso do SPA;
  • Cosméticos: alguns produtos para beleza são desenvolvidos para esse tempo de autocuidado e estética, e assim, as lojas desse segmento já preparam os seus produtos seguindo as fragrâncias associadas, por exemplo, lojas como Boticário;
  • Old school: alguns perfumes nos remetem muito a época vintage, não é? Por exemplo, um perfume muito utilizado antigamente pode ser alvo de gatilho para lembrarmos de itens de longa data;
  • Limpeza: geralmente são fragrâncias que remetem à lavanda e bamboo. Aquele cheiro típico de amaciante ou casa limpa, sabe?

 

As notas exploradas pelo estímulo olfativo

Os três passos fundamentais para a atração de clientes são: estímulo, aprimoramento e vínculo. O nível de familiaridade com a marca determina cada um desses elementos, elevando a capacidade de reconhecimento positivo da marca.

De acordo Lindstrom (2007 apud Brito e Zuza, 2009), o branding sensorial após sua implementação na marca, resultará em um compromisso emocional com o consumidor, ou seja, estabelecerá uma relação de fidelidade.

Essa estratégia, quando bem elaborada, causa a sinestesia ideal e prova sensações nostálgicas e de pertencimento.

Segundo Lindstrom (2007, p. 118 apud Brito e Zuza, p. 103), o primeiro passo é fortalecer os pontos de contato entre o cheiro e o consumidor, depois aumentar as potencialidades da marca e, por último, alimentar os aspectos multissensoriais da marca. Aliás, nosso cérebro é responsável por se lembrar, em média, de 50 mil cheiros!

Esse processo determina a importância sensorial da marca e causa uma experiência de reconhecimento com a marca, afetando diretamente as reações cerebrais.

É possível organizar as notas das suas fragrâncias seguindo um propósito específico, e você pode ter algumas opções para montar o cheiro ideal da sua marca e apostar na experiência sensorial, como:

  • Notas florais;
  • Notas orientais;
  • Notas amadeiradas;
  • Notas Chipre;
  • Aromas aldeídos (sintéticos);
  • Notas cítricas.

 

Como reconhecemos os estímulos olfativos?

A memória olfativa é uma das mais permanentes nos nossos sistemas, já que o olfato acessa memórias que não são lembradas conscientemente. A nostalgia, o cheiro de alguém amado, as emoções que as fragrâncias nos retornam: está diretamente ligado ao sistema límbico, parte cerebral que se concentram memórias e emoções.

Conforme o estudo o Weizmann Institute of Science, “o bulbo olfativo, responsável por processar os aromas [...] acionam as memórias e emoções.” Isso quer dizer que, o nosso córtex olfativo, ligado ao hipocampo, é direcionado diretamente para a memória. Do outro lado, os nossos demais sentidos são processados em outros lugares, até chegarem à memória.

Então, imagina o tanto de empresas que são reconhecidas por uma fragrância única e perceptível, e que por isso, possuem um poder atrativo maior? É esse o objetivo do marketing sensorial ao afetar estímulos olfativos.

 

Quais são os tipos de notas que mexem com nossos estímulos olfativos?

As notas que mexem com o sistema límbico do potencial consumidor podem ser separadas em algumas categorias, dentre elas:

  • Notas de cabeça (ou saída): compõe cheiros cítricos ou marinhos. Geralmente, são mais voláteis sendo reconhecidas como a primeira impressão da fragrância;
  • Notas de coração (ou corpo): são mais densas e mostram a potência da fragrância, a sua deglutição pela pele é mais demorada;
  • Notas de fundo (ou base): permanecem na pele até o último momento, geralmente possuem composição com civeta, almíscar, madeirado e resinas.

É importante lembrar que, as notas têm um poder muito forte na fidelização do cliente: apostar nas que tenham uma proposta distinto do seu produto ser uma má ideia, já que algumas fragrâncias estimulam negativamente o consumidor.

Dica: aposte em consultorias AROMAH. Realizamos a construção da identidade da marca e temos especialistas no assunto de fragrâncias.

 

Conte com a AROMAH para atrair seus clientes com estímulos olfativos!

Com nossa experiência no mercado, possibilitamos a experiência sensorial para seus clientes finais. A exploração positiva dos estímulos olfativos possui forte influência na intenção de compra dos consumidores, por isso, consulte-nos para saber a identidade olfativa da sua marca.

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